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Mais Médicos: parlamentares explicam êxito do programa no Nordeste

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A partir desta semana, 3.823 profissionais inscritos na primeira e segunda chamadas de 2015 do programa Mais Médicos começam a atuar nos municípios. O Nordeste foi a região que mais atraiu profissionais: das 1.784 oportunidades ofertadas para os nove estados nordestinos, 1.711 vagas já foram ocupadas.

Caso ainda existam vagas em 10 de abril, será aberta chamada para brasileiros formados no exterior e, no dia 5 de maio, para médicos estrangeiros.

Para o deputado Assis Carvalho (PT-PI), o programa mudou a realidade do atendimento em saúde no Piauí e nos demais estados do Nordeste, especialmente, em comunidades rurais e nas cidades mais distantes das capitais, em função do acompanhamento domiciliar e familiar realizado pelos médicos, o que também contribui para desobstruir a rede básica de saúde. “São inegáveis os avanços em direção a um sistema de saúde efetivamente humanizado desde a implantação do Mais Médicos. O sucesso do programa pode ser constatado pela adesão quase que total dos municípios, que muito recentemente sequer conseguiam suprir a demanda de profissionais, mas também pela qualidade do serviço oferecido por esses médicos comprometidos para com a população”, avalia Assis, que foi secretário de Saúde do Piauí entre 2007 e 2010.

Outro parlamentar que foi secretário estadual de Saúde, o deputado Jorge Solla (PT-BA), que exerceu o cargo na Bahia ocupou por sete anos, considera que a grande procura pelo programa no Nordeste ocorre em consequência da grande desigualdade na distribuição de médicos pelo país. “Foi a primeira vez que o governo agiu exercendo papel na regulação de recursos humanos numa política ousada que teve muito êxito”, destacou.

Solla recorda do período de surgimento do programa, quando ainda havia muitas dúvidas e questionamentos sobre sua eficiência. “A presidente Dilma está de parabéns e agora recebe o reconhecimento devido. O Mais Médicos tem um sucesso muito grande em todos os locais onde foi implantado. Na Bahia são mais de 5 milhões de pessoas que agora têm um médico para chamar de seu, de segunda a sexta-feira no posto de saúde no seu bairro, na sua cidade. Desde as pequenas cidades, distantes dos centros urbanos, até as grandes cidades”, disse.

Não eram apenas as cidades mais distantes dos grandes centros urbanos que necessitavam de médicos, ressalta Solla. “Em Salvador, a terceira maior cidade do Brasil, em 2013 havia 113 equipes de saúde da família sem médico. Agora graças aos mais médicos todos os postos de trabalho estão preenchido por profissionais com competência, compromisso e dedicação na assistência à atenção básica”, completou.

Em municípios como Barras (PI), a redução do índice de mortalidade infantil e dos casos de desnutrição infantil e foi acentuada desde que o Mais Médicos foi iniciado. “Há um ano não registramos nenhuma morte de criança e de gestante. Estamos sem mortalidade materna e infantil”, informaram, em janeiro passado, Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, médicos cubanos que trabalham no posto de saúde em Barras, contratados pelo Mais Médicos. A situação é semelhante em centenas de municípios do País, sobretudo no Norte e Nordeste.

 

Fonte: PT na Câmara com Blog do Planalto

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